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  • : Le blog de Benyounès Bellagnech
  • : Analyse institutionnelle : Théorie et pratique au sein des institutions politiques, éducatives et de recherche. L'implication des individus et des groupes dans la vie politique et sociale.
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9 juillet 2018 1 09 /07 /juillet /2018 09:36

Université PARIS 8

Vincennes-Saint-Denis

Laboratoire EXPERICE

Ecole doctorale « Sciences sociales »

 

 

Benyounès BELLAGNECH

 

Dialectique et pédagogie du possible, métanalyse

 

Thèse en sciences de l'éducation

sous la direction de Remi HESS

 

 

Ecole doctorale : Sciences sociales

Laboratoire Experice,

axe 3 : éducation tout au long de la vie

 

Thèse soutenue le 25 juin 2008

sous la direction du professeur Remi Hess

 

 

Jury : Remi Hess, d., Lucia Ozorio, Eliana Ramirez, Patrice Ville, Gerard Schleminger, rapporteur, Gabriel Weigand,présidente, Armando Zambrano.

 

 

Rapport pour justifier de la mention

«  Très honorable avec félicitations »

 

 

Le candidat a présenté tout d'abord un dispositif de soutenance de sa thèseDialectique et pédagogie du possible, métanalyse, tout à fait original. Il a mis sa thèse en ligne depuis février 2008. Ainsi, 300 personnes (dont 80 sont présentes à la soutenance) ont pu prendre connaissance du texte qui a été débatu…

 

Ce travail a allié la réflexion théorique et le bilan d'une pratique de neuf années selon une technique très spécifique qui lui permet de s'inscrire comme l'un des garnds théoriciens et praticiens du mouvement de l'analyse institutionnelle.

 

En 1999, Benyounès Bellagnech découvre ce mouvement de l'analyse institutionnelle. Il a déjà fait tout un itinéraire sur le terrain de la philosophie. Il rencontre René Lourau et décide de suivre son séminaire, dont il restitue les développements dans un journal. Malheureusement, René Lourau meurt en janvier 2000 et Benyounès décide de se tourner alors vers Georges Lapassade, puis Remi Hess et Patrice Ville qui tentent de reconstruire le mouvement institutionnaliste après la disparition de René Lourau, puis de Raymond Fonvieille (septembre 2000).

 

L'analyse institutionnelle de Paris 8 cherche sa voie jusqu'en mai 2002, moment historique où Le Pen faisant davantage de voix que Jospin, les institutionnalistes tentent de penser la situation : ils produisent le numéro 1 de la revue Les irrAIductibles, un volume de 500 pages rassemblant des textes d'enseignants et d'étudiants sur le thème « Analyse institutionnelle et politique ». Benyounès écrit la chronique des discussions de groupe, le contenu des séminaires. Il met en ligne sur une liste de discussion tous les débats qui traversent le département des sciences de l'éducation chaque semeine. Ainsi, 300 anciens thésards ou étudiants actuels éloignés ( qu'ils soient au Brésil ou en Bretagne) peuvent suivre le travail en cours.

 

On sait qu'aujourd'hui la revue Les irrAIductibles a 14 numéros parus, représentant près de 7000 pages publiées dont plus de 50 % de textes étrangers et dispose d'un réseau international regroupant plus de 300 correspondants réguliers. Benyounès a créé une collection qui a déjà sorti 9volumes, le dernier étant le livre de Georges Lapassade, De Vincennes à Saint-Denis, essai d'analyse interne, que Benyounès a contribué à éditer.

 

La thèse présente donc le travail accompli au jour le jour entre 1999 et 2008 pour réinventer l'idée d'une pédagogie du possible portée par les mouvements Freinet, de la pédagogie institutionnelle et de l'autogestion pédagogique.

 

Pour toute ces raisons, le jury a proclamé Benyounès Bellagnech docteur en sciences de l'éducation et lui attribue à l'unanimité la mention Très honorable avec félicitations.Le vote a eu lieu à bulletins secrets.

 
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7 juillet 2018 6 07 /07 /juillet /2018 09:06

 

Histórias de vida da Mangueira

 

 

 

Trivum vol.10 no.1 Rio de Janeiro jan./jun. 2018

Trivium - Estudos Interdisciplinares

versão On-line ISSN 2176-4891

 

Benyounès BellagnechI; Tradução: François LégerII

 

IEditor Geral da revista Les IrrAIductibles, Universidade Paris 8. Diretor da Coleção « Transductions » Universidade Paris 8. Endereço: 2 Rue de la Liberté, 93526 Saint-Denis, França. E-mail: benyounes3@wanadoo.fr 
IIProfessor de francês da Aliança Francesa e do Liceu Molière (Rio de Janeiro). E-mail: francoisleger7@hotmail.com

 

 

 

Resenha do livro de Lucia Ozorio. La favela de Mangueira et ses histoires de viés en commun. Travailler avec les périphéries. Paris. Edition Diffusion. 2017. 210 pgs

A primeira leitura de um trabalho de pesquisa nos leva a descobrir o que o autor quer transmitir ao leitor em termos de conhecimento, estilo, método de pesquisa, informação. O leitor é assim confrontado com a vontade do autor: tentativa de sedução, buscando aprovação e adesão. No entanto, quando o leitor deve dar conta de sua leitura do livro - o que é meu caso - ele deve mobilizar todos os meios à disposição para fornecer uma interpretação - o mais próximo possível do conteúdo do livro em questão.

Primeiro, quero enfatizar que, com a autora Lúcia Ozorio, compartilhamos o que chamamos de comunidade de referências, o que é uma vantagem tanto para ler, como para compreender como compartilhar com outros leitores nossas propostas e idéias. No entanto, embora este tipo de comunidade facilite a comunicação, não se opõe à particularidade e singularidade de cada autor-pesquisador, e esse é o aspecto que vou tentar relevar nesta minha leitura.

O livro A favela da Mangueira e suas histórias de vida em comum, trabalhando com as periferias é apresentado em duas partes: a primeira que podemos qualificar como teórica, com um rico e diversificado dispositivo conceitual e multi-referencial; uma segunda parte dedicada ao que eu chamo de atores da pesquisa e a suas histórias ilustradas com muitas fotos. Esta é apenas uma primeira impressão, porque as duas partes não são apenas sucessivas ou paralelas. Existe, de fato, um vínculo dialético entre teoria e prática, entre as duas partes, um vínculo reforçado pelo envolvimento do pesquisador em seu campo de pesquisa.

No entanto, deve-se notar que o que me estimulou para trabalhar com as favelas foi a condição destas de serem periféricas. Uma estética da existência, com modos de vida tão particulares, formas únicas de resistência à segregação, brotam desses espaços constituindo uma comunidade singular com sua cultura que marca sua diferença na cidade (p. 20).

Afastando-se da pesquisa clássica que consiste em abordar de modo distanciado de seu campo, com suas teorias e métodos aprendidos em bancos acadêmicos e aplicados cegamente em qualquer terreno, Lúcia Ozório procede de modo bastante diferente. Lá onde o pesquisador clássico como dizia com frequência René Lourau, pensa nos pobres com a mão estendida para o Estado e para o Capital, Lúcia Ozorio, na sua implicação nos adverte desde o início que sua pesquisa não obedece a nenhuma ordem; sua pesquisa é um tipo de auto-encomenda, parte de

um processo de pesquisa iniciado há anos: "Comecei a trabalhar como pesquisadora em Mangueira em 2003 e continuei até 2014" (p20). Trata-se de um trabalho de pesquisa que se increve num proceso muito mais antigo de pesquisa começado em 1990 com a comunidade também conhecida como favela do Parque Royal. .

Tive também a oportunidade de me expressar sobre a questão das periferias no prefácio de um outro livro de Lúcia Ozorio sobre este trabalho com o Parque Royal: Pensar as periferias, uma experiência brasileira. Se o caráter universal da contradição centro-periferia é confirmado pelo saber instituído que considera as periferias apenas como resíduos da história e do progresso, fontes de inquietação, violência e pobreza com suas parcelas de epidemias, doenças, insalubridade; o saber anti-institucional tenta mostrar outra face e outra realidade das periferias, contextualizando-as numa luta político - histórica. Onde o saber instituído se esforça para se afastar das periferias e empurrá-las às margens da sociedade, Lúcia Ozório coloca essas periferias no centro da pesquisa e da política. Para fazer isso, se inspira na noção de biopolítica de Michel Foucault analisada por Antonio Negri.

Dando a importância que as periferias têm na cena social, a autora explica como os modos de vida dos seus habitantes se inscrevem numa experiência existencial. Não se trata unicamente de uma experiência individual como poderiam sugeri-lo as histórias de vida pessoais ou biográficas, trata-se notadamente de experiências coletivas vividas em comum.

Esta pesquisa biográfica comunitária é um momento especial de experimentação. Todos nós que participamos deste processo, incluindo aqueles que são biografados, compartilhamos uma comunidade de destino, como diria Jacques Loew (1959), o que possibilita a compreensão da condição humana expressa nas narrativas" (p. 20).

A autora acrescenta:

Neste processo biográfico vivido com Mangueira, os participantes compartilham uma espécie de experimentação: a comunicação que pode dar elementos aqueles que acham difíceis as conexões entre as práticas coletivas e as experiências individuais. Como Michel Foucault responde a Ducio Trombadori, embora a experiência seja qualquer coisa que fazemos sozinhos, ela só pode ser feita se escapar à pura subjetividade e os outros podem atravessá-la, cruzá-la. Uma particularidade desse processo em Mangueira é a potência das fontes populares de narração de histórias de vidas, a matéria-prima deste trabalho (p 40).

Assim se fazendo, a experiência se torna coletiva e as histórias em comum dos atores dão lugar a uma força de vida política, qualificada pela pesquisadora, de uma comunidade de destino que reúne pesquisadores e outros atores através das histórias da vida.

Houve um tempo em que o conceito de comunidade me incomodava como leitor francês que sou: na cultura republicana jacobina, a noção de comunidade muitas vezes se refere ao comunitarismo - que é um fecchamento em si mesmo e em uma identidade cultural, religiosa, territorial ou linguística. Desde esta perspectiva evocar comunidade representa um perigo para o Estado que só reconhece os indivíduos - cidadãos, isolados uns dos outros, falando a mesma língua, tendo a mesma cultura e habitando o mesmo território e todos sob o controle de um Estado central. Assim as comunidades estão sob o poder do instituído através de instituições do Estado ou subordinadas a este. Uma comunidade que tenta se afirmar ou apresentar suas particularidades seria "perigosa" em relação à sociedade. Do ponto de vista político, esta perspectiva anima muitas propagandas ideológicas de direita e de extrema-direita na França em particular e na Europa em geral. Opondo-se a esta compreensão, podemos considerar que Lúcia Ozório faz uma ruptura conceitual com a visão ideológica dominante - que é um obstáculo à pesquisa sobre a problemática da comunidade -, usando o conceito de comunidade em um sentido dinâmico e histórico, colaborando com diferentes grupos de diferentes nacionalidades que trabalham com a questão das histórias da vida em comum da comunidade.

As histórias de vida comunitária são uma estratégia de abertura entre experiências que ajuda a compreender um comum-experiencial-intercultural que trabalha o cotidiano da Mangueira e que atravessa o processo de narração de histórias de vida de seus habitantes. O que realmente falta na prática política é a preocupação com o cotidiano e a riqueza da experiência que traz (p. 40).

Na verdade, a comunidade, que para alguns é uma fonte de inquietações e perigo, torna-se, no contexto deste trabalho de pesquisa, um domínio de vida, criação e encantamento do mundo. Este trabalho coletivo abre uma perspectiva e horizontes de vida e pesquisa longe da visão pessimista mencionada acima.

O cotidiano de Mangueira é o lugar político desta história, que afirma outra forma de tempo, a história do tempo presente. As pessoas de Mangueira com suas histórias de vidas constroem uma história de um tempo, presente, aberto a uma prática comum como práxis aberta da existência (M. Certeau, 1990, A. Negri, 2006, L. Ozorio, 2008, 2016) (p. 40).

Em comparação com o trabalho de pesquisa no Parque Royal, a pesquisa com Mangueira introduz a noção de dispositivo, que aparece com frequencia no texto. Note-se que, no âmbito do Grupo de Análise Institucional de Paris 8, ao qual Lúcia Ozório pertence, dois números da revista Les IrrAIductibles1 foram dedicados à questão dos dispositivos. Relevamos na pesquisa de Lúcia Ozório duas aplicações desta noção: o dispositivo como um conjunto de elementos materiais e humanos usados pelo pesquisador para realizar suas pesquisas em um determinado campo; o dispositivo com um segundo significado, mais global, abrangendo tudo o que é colocado à disposição pela comunidade na biopolítica, isto é, na sua realização existencial.

Embora dotada de uma impressionante bagagem conceitual e metodológica, e inspirações em Georges Lapassade - com quem teve a oportunidade de trabalhar - que deu especial importância ao trabalho de campo como fonte e propósito da pesquisa, Lúcia Ozório coloca em relação ao seu campo de trabalho mais perguntas do que certezas. Quando do seu primeiro dia em Mangueira, chamou-lhe a atenção as crianças que soltavam pipas no alto do morro. Este encontro lhe permite trabalhar a problemática da comunicação e a abertura da favela em relação a outros bairros da cidade e do mundo. Assim, o caminho de pesquisa que será traçado é sugerido por Mangueira. Perguntado sobre como lidar com questões de pesquisa sobre a favela, Celso dos Reis responde:

O mundo precisa conhecer as histórias das pessoas daqui. Há aqueles que pensam que as únicas atividades em Mangueira são o tráfico de drogas e a escola de samba. No meio de tudo isso, há a comunidade que ninguém conhece. Nós vamos fazer Papos de Roda (p. 57).

Assim, o caminho da pesquisa se precisa e o dispositivo das histórias de vida em comum é definido.

Sua implicação como pesquisadora se concretiza com sua integração no Papo de Roda, participando das reuniões como membro de pleno direito, participando das discussões, gravando as histórias da vida em comum, tirando fotos dos atores da pesquisa que são os habitantes de Mangueira. "A foto é reivindicada como um aliado de suas histórias de vida" (p. 77). Os lugares de encontro são as casas que se tornam lugares comunitários, o tempo do encontro. Esse modo de fazer estes lugares de encontro reflete a abertura da comunidade da Mangueira e a oportunidade de compartilhar não apenas suas histórias de vida, mas suas próprias vidas em comum. Lúcia Ozório mostra que a casa em Mangueira é um analisador que se refere a uma forma de autogestão do habitat, como confirmam as histórias que evocam a construção e história das casas onde os Papos de Rodas se realizam.

Lendo os fragmentos das histórias de vida em comum dos moradores de Mangueira, deparamo-nos com um saber comunitário rico, aberto, multi-referencial, multicultural, intergeracional, saber difícil de ser reproduzido nestas notas de leitura que ora escrevo. Na verdade, este dispositivo histórias de vida em comum revela a diversidade de histórias de cada um dos participantes, que são de origens diversas. Citemos Mama Africa, que se refere à "importação" de escravos pelos colonizadores portugueses, escravos cujos descendentes podem ser encontrados, muitos, bem mais tarde vivendo nas favelas. Portanto, não se trata apenas de um deslocamento de seres humanos, mas também de modos de existência e culturas: o samba é o exemplo mais conhecido do continente africano; mas não devemos esquecer outras práticas, religiosas, médicas, culinárias etc. Esta rica memória é ressuscitada nas histórias de vida em comum dos participantes dos Papos de Roda. Outros participantes nestes evocam suas origens de diferentes regiões do Brasil, regiões que não são menos ricas em material cultural e artístico. Este magma de pertenças e referências históricas, essa diversidade cria entre os habitantes uma riqueza cultural que é inestimável a nossos olhos. A música, a dança, a poesia e outras expressões artísticas criam laços de amor e solidariedade entre as pessoas de Mangueira que dão às suas vidas, no cotidiano, uma força de amor e esperança na sua capacidade de criar uma vida comum, longe dos clichês do saber instituído sobre as favelas.

Este livro de Lúcia Ozório não se contenta em trabalhar a biopolítica ém Mangueira, mas abre oportunidades de pesquisa em todo o mundo sobre as questões relativas às histórias de vida em comum e sobre as comunidades.

 

Referências

Ozorio, L. Pensando nas periferias, uma experiência brasileira, para um novo tipo de política pública de construção do comum. Coll. Pesquisa latino-americana. Paris: L'Harmattan, 2014.

 

1(1) IrrAductibles n º 6, Dispositivos I, IrrAductibles n º 7, Dispositivos II, 2004, 2005.

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4 juillet 2018 3 04 /07 /juillet /2018 14:05

UNIVERSITE PARIS 8 VINCENNES – SAINT-DENIS

 

Benyounès BELLAGNECH

Sous la direction de Remi HESS

Dialectique et pédagogie du possible, métanalyse

Sciences de l'éducation

L'éducation tout au long de la vie

Thèse soutenue le 25 juin 2008

 

 

RESUME

 

Selon Georges Lapassade, la pédagogie est une science des dispositifs ; la pédagogie institutionnelle vise l'autogestion, qui a pour but la désaliénation institutionnelle, la liberté et l'autonomie de l'individu comme du groupe. Né, dialectiquement et comme dépassement des contradictions, des conflits internes, mais aussi externes du courant de l'analyse institutionnelle à Paris 8, le mouvement des irrAIductibles s'inscrit dans la pédagogie institutionnelle. La pédagogie du possible en est une variable universitaire. La variable étant l'objet de la science, je me suis donc engagé dans une recherche action dans le cadre de la pédagogie du possible. Ce travail est une tentative d'élucidation des dispositifs de la pédagogie du possible appliquée par les pédagogues et les étudiants en tant qu'acteurs de l'expérience dans le cadre du mouvement des irrAIductibles.

La dialectique comme science des contradictions du réel, de la démarche méthodoligique ainsi que du mode de représentation et d'exposition de la recherche action, est mise en œuvre dans cette thèse. L'histoire de vie, la pratique du journal, la méthode régressive progressive, l'observation participante engagée, ainsi que les principaux concepts de l'analyse institutionnelle, constituent la trame de ce travail, et ce dans le cadre d'une démarche à la fois individuelle et collective.

La métanalyse est une démarche globale qui permet au chercheur d'effectuer l'aller et retour entre la pratique et la théorie, le terrain et sa conception, dans le temps et l'espace. C'est à la fois la somme et le reste de la recherche, dans une perspective multiréférentielle, multidimentionnelle, qui affronte la complexité de la pédagogie du possible, du probable et de l'impossible.

Ce travail de recherche est présenté en trois parties, précédées par une introduction dans laquelle je tente d'expliciter les concepts clés de cette recherche dont la dialectique, la pédagogie du possible et la métanalyse. En effet, la dialectique traverse le texte, à la fois en tant que méthode de recherche, mais aussi en tant que mode d'exposition de ctte thèse. La pédagogie du possible englobe l'expérience vécue et observée dans le cadre du mouvement des irrAIductibles, nom que porte la revue crée par ce groupe en 2002 à Paris 8. La thèse relate les autres activités dont les séminaires, les réunions hebdomadaires, les colloques annuels et la liste Internet qui compte plus de trois cent personnes dans le monde.

Dans la première partie, j'aborde la problématique de l'implication en tentant de l'expliciter par mon histoire de vie, par mon parcours, qui m'ont conduit à choisir cette voie. L'accent est mis sur les institutions dont je suis le produit et l'observateur analyste dans une relation dialectique. Ainsi mes implications se déclinent dans le cadre libidinal, groupal, organisationnel et idéologique.

La deuxième partie est consacrée à mon entrée progressive dans la recherche, recherche qui remonte à mes débuts d'écolier, en passant par le collège, le lycée et l'université, sans oublier l'expérience militante qui s'inscrit en partie dans une recherche action non conscientisée. Ma rencontre avec l'analyse institutionnelle par le biais de ses grandes figures: René Lourau, Georges Lapassade, Raymond Fonvielle, Patrice Ville et Remi Hess, a été le déclencheur d'un processus de recherche. Cette thèse est une partie de la recherche menée depuis fin 1999, date de ma rencontre avec ce courant d'analyse institutionnelle. Mon directeur de recherche, Remi Hess, me conseille de travailler sur la dialectique, en tant que vision et méthode théorique et pratique. Je suspends le travail de recherche entamé auparavant et je mets en pratique son conseil.

Dans le même temps, une expérience instituante de la pédagogie du possible à Paris 8, qui prône l'articulation entre la théorie et la pratique, est mise en œuvre ; cela devient mon terrain de recherche. Je participe activement aux travaux menés par mon équipe sur les plans pédagogique, de la recherche et au niveau institutionnel. Dans la troisième partie de ce travail, je décris et j'analyse ce que j'appelle la pédagogie du possible mise en pratique par le groupe des irrAIductibles.

La méthode régressive progressive, empruntée à Henri Lefebvre, consiste à considérer l'ici et maintenant, à tenter de comprendre la genèse et l'évolution des phénomènes et à essayer d'envisager leur devenir. Cette méthode traverse le texte de la thèse. Les dispositifs pédagogiques et de recherche mis en place sont soumis régulièrement à l'évaluation, à l'analyse et à la remis en question permanente. La transversalité du groupe et les implications des individus qui participent à la pédagogie du possible sont également questionnées. La pratique du journal initiée par Remi Hess est érigé dans ce travail comme discipline à part entière. En effet, elle permet au chercheur d'être constamment au plus près de son terrain, de décrire et d'analyser, dans les détails, son objet. Ainsi le journal, sous différentes formes, comme outil de la recherche traverse cette thèse du début à la fin. D'autres outils sont aussi mis à contribution tels que le compte rendu, l'entretien non directif, la correspondance via Internet. L'ensemble de ces outils est mis en commun d'une manière autogérée permettant d'éviter l'isolement du chercheur et facilitant l'immersion dans le groupe et l'interaction en son sein.

La pédagogie du possible n'est pas une recette, elle est une construction collective. C'est une construction pratique au jour le jour dans des situations concrètes. Par conséquent, sa description et son analyse ne peuvent que suivre son déploiement et sa mise en œuvre. L'expérience décrite dans cette thèse permet par ailleurs une métanalyse ayant pour objectif une généralisation théorique non dogmatique sur d'autres terrains. L'adhésion de chercheurs et d'universitaires de plusieurs pays dans le monde est la preuve que la pédagogie du possible demeure une perspective viable et crédible. Ceci à condition qu'elle soit accompagnée d'une critique socio-historique remattant en question, d'une manière permanente, le possible, le probable et l'impossible. La conclusion de ma thèse se résume non pas dans une critique, mais dans l'appel à la critique comme étape pouvant eventuellement intervenir ulétrieurement. Le courant de l'analyse institutionnelle est fondé sur la critique permanante de la théorie et de la pratique ; la pédagogie du possible qui s'inscrit dans ce courant ne peut être qu'une pédagogie critique.

 

Lu et approuvé

Signé par Remi Hess

 

Ce résumé administratif a été distribué aux participants à la soutenance le 25 juin 2008.

Mis en ligne par benyounès Bellagnech.

 

Ci-dessous la thèse publiée en février 2008 et distribuée aux participants au colloque d'analyse institutionnelle à Paris 8 en juin 2008. 

Résumé de la thèse de Benyounès Bellagnech
Résumé de la thèse de Benyounès Bellagnech
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24 juin 2018 7 24 /06 /juin /2018 22:01

Lecture de Père et Fils

Ahmed Lamihi, Rive éditions

 

La lecture d'un ouvrage est l'occasion d'un questionnement du dispositif habituel ou nouvellement créé, afin d'en saisir, soit le sens, soit le message, soit les conséquences de cette lecture sur sa propre conscience psychologique, sociale et intellectuelle. Lorsque Ahmed Lamihi m'envoie son ouvrage, je le lis dès le lendemain rapidement, sans avoir l'intention au départ d'écrire quelque chose sur son contenu. Cependant, l'auteur me demande de lui dire ce que je pense du livre. Je lui réponds que j'aime bien ce qu'il écrit et que je vais prendre le temps de faire une lecture plus approfondie de cet ouvrage. Je fais partie des lecteurs qui dévorent beaucoup de livres mais j'ai la mauvaise habitude de ne pas décrire toutes mes lectures. Cette fois-ci, l'insistance de l'auteur, que je considère comme une commande amicale, m'incite à décliner mon point de vue sur ce petit bijou Père et Fils

 

Bien que Ahmed Lamihi fasse partie de ma communauté de référence - que l'on réduit souvent au courant de l'analyse institutionnelle -, il reste pour moi un précurseur. Pour quelles raisons ? Je me souviens de nos premières rencontres il y a une vingtaine d'années à Paris 8. Il était déjà en poste au Maroc et moi, je débutais ma recherche en analyse institutionnelle, fier et heureux d'adhérer à ce courant ouvert en France. Ma joie se confirma davantage lorsque je rencontrai l'institutionnaliste marocain qu'il était. J'y voyais une perspective de recherche et de travail collectif ouvert sur d'autres horizons que ceux enfermés sur le centre de Paris 8. Ainsi a débuté une collaboration, certes entrecoupée dans l'espace-temps, mais dont la permanence ne souffre d'aucun doute. J'ai partagé avec Ahmed Lamihi quelques activités : séminaire sur Korczak organisé par le professeur Lamihi à Paris 8, quelques séminaires avec René Lourau, des rencontres avec Georges Lapassade, Raymond Fonvieille, Michel Lobrot, Remi Hess, Antoine Savoye et bien d'autres. Débuteront aussi à cette époque mes lectures de l'oeuvre d'Ahmed Lamihi et ma connaissance de son aventure éditoriale autogestionnaire. J'ai eu parfois quelques reproches à lui faire. Avec le recul, je me donne raison de ne pas l'avoir fait, car dans l'action nous risquons tous de commettre des erreurs et d'avoir des comportements qui nous trahissent. C'est pour toutes ces raisons et bien d'autres que je considère Ahmed Lamihi comme précurseur.

 

Ahmed Lamihi trace son chemin dans ce qui me paraît vu de France comme une aventure solitaire dans un environnement plus ou moins hostile sur le plan intellectuel. A côté de son travail de pédagogue, il poursuit ses travaux de recherche, il s'arrange pour publier ses travaux ainsi que ceux de ses collègues -avec ténacité-, en parallèle, il a gardé et développé son travail d'écriture et c'est cela qui me plait énormément chez lui. Père et Fils, - l'objet de cette lecture-, est la démonstration par le texte que l'écriture demeure l'activité principale de Ahmed Lamihi.

 

Contrairement à ce que l'on pourrait penser, l'exercice de l'écriture autobiographique est laborieux . Ce procédé concerne souvent des célébrités dans différents domaines qui déploient beaucoup de moyens pour que l'histoire ne retienne que leurs noms. En effet, la culture scriptuelle des classes dominantes, à travers les biographies de ses représentants, exclut de fait tout un pan de la société de l'histoire. A titre d'exemple, les biographies enseignées dans les écoles ne concernent que les célébrités, les stars comme on dit de nos jours. Toutefois, bien que la culture du livre ne soit pas très présente au Maroc et que les bibliothèques ne fassent pas partie des meubles de la majorité des foyers marocains, la demande en matière de bibliographie y est bien présente. J'en cite pour preuve le succès du roman de Mohamed Choukri, Le pain nu (1980). Par le biais de l'ouvrage Père et Fils de Ahmed Lamihi, le lecteur aura un outil qui lui permettra de s'interroger sur sa propre vie et sur l'éventualité ou non d'écrire son propre récit de vie.

 

Ma propre lecture de cet ouvrage ne peut être isolée du champ biographique. L'auteur se réfère à ce dernier dans son texte lorsqu'il cite les difficultés de la manœuvre observée par Georges Lapassade. J'y ajouterais les travaux de Christine Delory Momberger, de Remi Hess, de Michel Lobrot, de Lucia Ozorio entre autres, en matière de biographie.

 

Ahmed Lamihi décrit une tranche de vie où un adolescent, du même âge de l'auteur (à l'époque) retrouve une ambiance de fin des années soixante-dix au Maroc, ses premiers liens avec sa bibliothèque personnelle, avec la langue arabe et française, ainsi qu'avec la culture populaire, laquelle s'exprime lors d'une fête inhabituelle à l'époque : l'anniversaire de l'auteur.

 

Le lecteur, comme moi d'ailleurs, ne peut pas rester objectif en lisant cet ouvrage. Bien au contraire, la subjectivité est pour moi salutaire car elle me permet aussi de me projeter dans mon passé ou dans ma propre biographie. Loin de l'ambiance marocaine, l'étudiant, qui vient en France pour s'instruire, découvre d'autres facettes méconnues par les Marocains restés au pays qui croient que tout est facile en France et que les difficultés et les échecs rencontrés dans le parcours ne sont que des échecs personnels. Le jugement français n'en n'est pas moins injuste car il impute toutes les difficultés à l'absence de volonté de réussir qui serait due à la culture de la fainéantise. L'ouvrage de Lamihi tord le coup à ces deux conceptions à la fois en décrivant concrètement et parfois dans les détails la vie de l'étudiant qui immigre pour poursuivre ses études et se former. Les milliers d'étudiants marocains en France se retrouveront dans le tableau peint par l'auteur, en particulier dans le vécu à Paris. Ce fut mon cas aussi.

 

Ahmed Lamihi, par cet ouvrage, démontre que l'écriture biographique, bien qu'elle soit centrée sur l'auteur, traite des questions sociales et existentielles qui concernent aussi les vies des autres dans des rapports mouvants et compliqués. L'adversité et parfois la complexité du parcours peuvent être une source de créativité, ce que confirme Ahmed Lamihi par cet ouvrage.

 

Tout en étant lecteur ordinaire et non pas critique littéraire, je dois malgré tout m'exprimer sur le style d'écriture d'Ahmed Lamihi, style qui me convient et que je défends sans hésitation. La simplicité dans le texte nous renvoie à une marque de fabrique qui est la notre, - je parle ici des institutionalistes -, et ce pour une raison simple, ce qui « nous » intéresse en premier lieu, c'est la description du réel tel qu'il nous est donné. Je voudrais rappeler qu'il y a dans notre formation arabe initiale une tendance à sacraliser l'écriture en la présentant comme tâche complexe et presque impossible : Une écriture qui s'enferme dans les formes par le recours au maquillage ou au coloriage excessif, formes qui rendent le texte indéchiffrable et incompréhensible pour le commun des mortels et des lecteurs. Ceci est sans doute l'une des explications de la rareté de l'écriture et de la publication dans notre culture marocaine. Je ne suis pas le seul à faire cette remarque : les Français disent aussi que lorsqu'ils recoivent un courrier de chez nous, ils ont l'impression de lire une lettre destinée à un ministre. Ahmed Lamihi casse à sa manière cette habitude ou tradition en ayant recours à un style simple, facile et accessible à tout lecteur. Cette simplicité, que j'aime beaucoup par ailleurs, n'est pas due au hasard, elle est le fruit d'un travail acharné et quotidien de l'écriture. C'est une tradition des institutionnalistes qui insistent dans la formation sur l'écriture au jour le jour notamment celle du journal.

 

Par delà sa présentation comme ouvrage de récit d'une tranche de vie, Père et Fils est un ouvrage qui mérite des approches diverses : historique, sociopsychologique et interculturelle. Une première lecture ou même une deuxième ne suffisent pas pour mener à bien ce travail. Le livre est riche d'informations sur les espaces fréquentés, les personnes réelles - et non pas fictives- rencontrées, soumises à des descriptions parfois bien détaillées, tout en gardant la simplicité dans la description. Ce livre m'a beaucoup apporté et je suis heureux de partager cette lecture avec les lecteurs de mon blog.

 

Un dernier point, qui n'est pas un reproche, mais plutôt une question, concerne le début et la fin de l'ouvrage. Le lecteur sensible au drame humain, lorsqu'il débute la lecture se voit confronté à la mort dramatique du père et termine la lecture sur la mort de la mère. Pourquoi ce choix ? Je suppose qu'Ahmed Lamihi garde dans ses tiroirs la réponse à cette question et la suite de cette biographie.

 

Benyounès Bellagnech

Père et Fils de Ahmed Lamihi

Père et Fils de Ahmed Lamihi

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22 juin 2018 5 22 /06 /juin /2018 12:09

Préface de Benyounès Bellagnech

 

 

Lucia Ozorio

 

PENSER LES PERIPHERIES UNE EXPERIENCE BRESILIENNE

 

Pour un nouveau type de politique publique de construction du commun

 

L'Harmattan

 

 

 

Réanimer le rêve pour enchanter les mondes. C'est par un rêve que l'on rentre dans cet ouvrage et ce n'est pas par hazard que cette posture se déploie dans le texte, car elle prolonge une tradition qui s'est installée dans le courant de la pensée institutionnaliste. René lourau situe le rêve au centre de l'implication. En effet, après avoir inscrit certains de ses rêves dans ses journaux, lesquels font partie intégrante de ses ouvrages, R. Lourau a esquissé une nouvelle approche du rêve qui tente d'aller au-delà de l'approche interprétative de la psychanalyse. Georges lapassade fait de même dans Essais d'analyse interne, 2008.

 

L'approche binaire, rêve-réalité ou encore inconscient-conscient, se trouve ébranlée, dépasseé lorsque le rêve transgresse son déroulement initial pour accompagner l'analyse et s'inscrire définitivement dans le texte. Ainsi Lùcia Ozorio donne une nouvelle dimension à l'implication du chercheur dans la recherche et dans la restitution sous forme d'un ouvrage impliqué. D'entrée de jeu, les lecteurs rencontreront les hommes du morro et l'épingle en guise d'introduction, et au fil des pages, ce rêve va fonctionner comme analyseur, sachant que l'analyseur guide le chercheur dans son terrain et lui sert de boussole.

 

Si l'on songe à la place accordée au rêve dans la pensée classique, on se rend compte qu'elle le situe dans la périphérie par rapport au centre qui serait le conscient. Lucia Ozorio tente ici un dépassement dialectique de cette position en plaçant le rêve au centre du texte, afin de penser les périphéries.

 

Une autre originalité de ce travail réside dans le traitement des périphéries. Rappelons que la question du centre et de la périphérie et de leur développement inégal, a été traitée d'abord par Samir Amin, dans une approche économique. Henri Lefebvre s'appuie sur ses analyses pour élargir la recherche sur le plan social et urbain et Lucia Ozorio prolonge la démarche en l'appliquant à la communauté. Pour l'auteur, il ne s'agit pas d'un centre et d'une périphérie au singulier, mais comme il est précisé dans le titre, il est question dans ce livre des périphéries au pluriel par rapport aux centres au pluriel également, car ces deux notions englobent l'espace-temps des communautés, leur lutte pour la vie contre les forces dominantes.

 

Les Favelas dont tout le monde se fait une idée, synonyme de pauvreté, dl logement et de la misère généralisée, ont dans cet ouvrageune traduction réelle, concrète te positive, représentée par la communaauté du Parque Royal. Par le biais de cet ouvrage, le lecteur se familiarise avec les habitants de cette favela, avec leur mode de vie, leur histoire, leur rêve, leur peine et leur joie et surtout avec leur mode d'action, social et politique, sur le plan de l'éducation, de la santé et de l'habitat.

 

Pour le lecteur francophone, la notion de communté telle que la développe Lucia Ozorio est salutaire à plusieurs titres. En effet, en France, la notion de communauté est connotée et renvoie souvent au communautarisme pour désigner la division, la ségrégation, la séparation et l'opposition au centre. Bref, il s'agit d'une périphérie nuisible à la cohérence d'une société supposée homogène, d'une Nation unique et indivisible ne laissant aucune place aux différences. L'auteure apporte de l'air frais à cette posture vieillissante, en reprenant le sens initial de la communauté qui s'appuie sur l'en commun de base des humains, c'est-à-dire le vivre ensemble dans la praxis, dans la création, dans l'espérance et dans l'oeuvre collective.

 

Toute lecture est une interprétation du su, du perçu et du conçu ; la mienne ne déroge pas à la règle. En effet, je peux affirmer ici que je me sens partie prenante dans la gestation de ce travail de recherche original ou du moins dans sa dimention ép istémique. Je fais partie avec l'auteure de cet ouvrage de la même communauté de références. Nous avons participé ensemble à la bataille contre certains gardiens et douaniers du savoir universitaire qui n'acceptent ni le contenu ni la forme du savoir produit par les communautés des favelas, par crainte de se sentir déstabilisés dans leur temple bureaucratique du savoir et de la pédagogie de l'impossible. A l'instar des habitants du Parque Royal, notre lutte est passée par des alliances au sein et à l'extérieur de l'institution universitaire afin de faire valoir la validité de cette recherche, entre autres. Notre mouvement s'est traduit par la création de la revue Les irrAIductibles et la collection universitaire "Transductions". Lucia Ozorio participe activement à cette action et devient l'un de ses représentants internationaux au Brésil et ailleurs.

 

L'implication présentée et anlysée par l'auteure de ce livre nous renvoie à nos implications, d'où la singularité relative de son terrain le Parque Royal par rapport à l'universalité des favelas si l'on peut s'exprimer ainsi. Si Guy Berger fait la remarque suivante sur le nom des "favelas", le comparant à la dénomination "La Cité" ou "Les Cités" donnée par les banlieusards à leurs quartiers, je peux faire la même remarque sur les bidonvilles au Maroc où l'on retrouve le même procédé quant à la dénomination des quartiers. Ainsi, j'ai connu un quartier situé dans la périphérie de Meknès, un des bidonvilles de la ville dont le nom est Borj Moulay Omar, et Borj signifie citadelle d'un notable. On y retrouve la même volonté de valorisation du quartier dans ce cas précis qu'aux favelasdu Brésil, face aux forces étatiques et sociales qui tentent de marginaliser ces quartiers en les criminalisant pour le exclure et les mettre au banc de la société.

 

Dans cet ouvrage, les connaisseurs de l'analyse institutionnelle reconnaîtront la machine conceptuelle qui permet un certain type d'intervention et une socianalyse sans commande étatique ou finnacière, mais une implication permanente et durable sur le terrain de la recherche. Il faut souligner que que Lucia Ozorio est en contact permanent avec la communauté du Parque Rpyal depuis plus de dix ans. Elle réussit ainsi à réaliser un des objectifs de l'analyse institutionnelle qui tend, entre autres, à ce que l'analyse soit faite est généralisée par les acteurs sociaux, en l'occrence dans ce cas par les habitants des favelas.

 

D'autres approches sont à l'oeuvre dans ce livre tels que l'interculturel, les récits de vie, la narration, l'autogestion et la réflexion qui rejoignent dialectiquement l'action des habitants des favelas. Les étudiants, les chercheurs, les intellectuels, les curieux et les professionnels de santé, de l'urbanisme... trouveront là des outils pour approfondir la connaissances des périphéries.

 

L'un des souhaits des habitants du Parque Royal est que leur vie et leur histoire soient connues partout. Cet ouvrage est un support permettant de transmettre ce message d'espoir et de le faire connaitre aux autres mondes des favelas ou à leurs équivalents dans d'autres pays, autres que le Brésil.

 

 

Benyounès Bellagnech

Rédacteur en chef de la revue Les irrAIductibles

Directeur de la collection "Transductions" Université Paris8

Président de l'association Analyse institutionnelle sans frontière

 

 

 

 

Préface de Benyounès Bellagnech
Préface de Benyounès Bellagnech
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17 juin 2018 7 17 /06 /juin /2018 11:21

Le boycott de la parodie de justice

 

Ceux qui suivent les événements au Maroc peuvent constater que le pays connaît un mouvement social sans précédent et ce depuis octobre 2016, avec le début du Hirak du Rif au lendemain de l'assassinat de Mohsine Fikri, écrasé dans une benne à ordures, en passant par 7 mois de contestations et des manifestations dans toute la région du Rif. Ce mouvement est durement réprimé par les forces du Makhzen, des centaines d'activistes sont arrêtés, torturés et violés dans les locaux des autorités de l’État makhzenien, avant d'être traduits devant les tribunaux et écoper de un à 20 ans de prison. La majorité de ces détenus est transféré dans différents prisons du Maroc loin de leur lieux de résidence et de leurs familles. Une cinquantaine de détenus sont transférés dans la prison de Oukacha à Casablanca et présentés à la justice dans cette même ville. Le procès de Casablanca et ses suites est le sujet de mon propos.

A l'heure où la répression du Hirak du Rif se poursuit toujours, un autre mouvement est parti de Jerada, c'est le hirak de Jerada. Au bout de quatre mois de manifestations pacifiques, le Makhzen fait intervenir ses forces de répression et procède à l'arrestation et au jugement d'une centaine d'entre eux.

D'autres mouvements de contestations signalés à Zagoura, Imider, Rachidia, Taroudent...Bref, presque tout le pays est en ébullition. La réponse des autorités makhzeniennes à ces mouvements de contestations, qui ont les mêmes revendications basiques de la vie dans la dignité, travail, logement, santé et éducation, est la répression : enlèvement, arrestation, torture, et pour certains ils sont traduits devant la justice et condamnés à des peines lourdes.

Face à cette répression massive et systématique, le peuple marocain ne manque pas d'imagination pour poursuivre la lutte contre le pouvoir makhzenien, il invente une autre méthode dans la lutte qui se traduit par un appel au boycott des produits de certains symboles du capitalisme sauvage qui dominent le marché de production, de distribution et de consommation. Boycott de la centarle laitière, Afriquia, et Sidi Ali, successivement Les sociétés qui monopolisent le marché des produits laitiers, des hydrocarbures et de l'eau minérale. Récemment, la campagne du boycott est lancée contre le festival Magazine, très coûteux et organisé sous l'autorité du roi M6. Face à cette campagne populaire pacifique, le pouvoir makhzenien est dos au mur. La répression ne marche pas et les autres méthodes des appareils idéologiques de l’État makhzenien (médias, parlement, religion et enfin le foot) ne marchent pas non plus et le pouvoir est en crise sans issue et les institutions élues ou non perdent leur crédibilité aux yeux de la population.

En ce qui me concerne, j'essaie de loin de suivre l'évolution de la situation, en consacrant beaucoup de temps à l'information et en écrivant un journal au jour le jour. Je participe peu aux discussions sur les réseaux sociaux. Dès le début du hirak du Rif, J'ai décelé une nouveauté dans le fond et la forme du mouvement populaire montant, contrairement à beaucoup de commentateurs qui ne voyaient dans ce mouvement qu'un dossier social parmi d'autres qui peut être résolu facilement.

Ce qui me conduit aujourd'hui à intervenir à chaud dans l'événement c'est le tournant que connaît le hirak par la décision des prisonniers politiques incarcérés à la prison Oukacha à Casablanca de boycotter les séances du procès qui dure depuis des mois au tribunal de Casablanca.

Face au silence des médias et au brouillage de certains discours à propos de ce procès de Casablanca, les familles des détenus politiques et des activistes qui soutiennent les prisonniers politiques tentent, au fur et à mesure du déroulement de ce procès, de nous informer au jour le jour du déroulement du procès. La séance, au cours de la quelle Nasser Zafzafi lit le communiqué rédigé collectivement et signé par 49 détenus, nous est rapporté dans les détails par les activistes casaouis dans une vidéo diffusée sur Facebook. Les témoignages de ces militants qui ont assisté à la séance ne laissent pas indifférents. Beaucoup d'émotion ressentie après avoir vu cette vidéo et le comble est venu après avoir écouté la voix de Nasser Zafzafi lisant le communiqué des détenus sur un enregistrement diffusé le lendemain. Le texte du communiqué marque un tournant pas seulement dans la suite du hirak du Rif mais aussi dans le contexte rappelé ci-dessus. La position, tant attendue et que personnellement me paraissaient juste dès le début de la vague de répression, est en fin prise : Le boycott de la justice qui rejoint les autres formes du boycott des autres institutions économiques politiques et idéologiques de l’État Makhzenien. C'est un nouveau pas qui vient d'être franchi dans le processus de la révolution marocaine.  

 

 

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13 juin 2018 3 13 /06 /juin /2018 10:11

 

Lecture de :

LA FAVELA DE MANGUEIRA ET SES HISTOIRES DE VIE EN COMMUN

Travailler avec les périphéries1

Lucia Ozorio

 

La première lecture d'un travail de recherche est amenée à découvrir ce que l'auteur veut transmettre au lecteur en termes de savoir, de connaissances, de style, de méthode de recherche, d'informations; le lecteur se trouve devant la volonté de l'auteur dans sa tentative de séduction, de recherche d'approbation et d'adhésion. Toutefois, lorsque le lecteur est tenu de rendre compte de sa lecture de l'ouvrage, ce qui est mon cas, il mobilise tous les moyens dont il dispose pour apporter une interprétation plus proche possible du contenu de l'ouvrage en question.

Je tiens, tout d'abord, à souligner qu'avec l'auteur Lucia Ozorio, nous partageons ce que nous appelons la communauté de références, ce qui représente un avantage et pour lire et pour comprendre et enfin pour partager avec d'autres lecteurs nos propositions et nos idées. Cependant, bien que cette communauté de références facilite la communication, elle ne s'oppose pas à la particularité et à la singularité de chaque auteur- chercheur, et c'est bien l'aspect que je vais tenter de relever dans ce propos.

« La favela de mangueira et ses histoires de vie en commun, travailler avec les périphéries » nous est présenté en deux parties : la première partie que l'on peut qualifier de théorique, faisant appel à un appareil conceptuel riche, diversifié et multiréférenciel. La deuxième partie est consacré à ce que j'appelle les acteurs de la recherche et à leurs récit illustrés avec des photos. Ce n'est là qu'une première impression, car les deux parties ne sont pas uniquement successives ou parallèles. Il y a bel et bien un lien dialectique entre la théorie et la pratique, entre les deux parties, assuré par l'implication du chercheur dans son terrain de recherche. « Pourtant il faut relever que ce qui m'a poussé à travailler avec les favelas a été leur condition d'être périphériques. Une esthétique de l'existence, avec des modes de vie si particuliers, des manières uniques de résister aux ségrégations, jaillit de ces espaces constituant une communauté singulière avec sa culture qui marque sa différence dans la ville ». p 12.

En effet, loin des sentiers battus de la recherche, suivis par la recherche classique, qui consiste à aborder un terrain de recherche d'en haut en s'appuyant sur des théories et des méthodes apprises sur les bancs de l'université et appliquées aveuglément sur tout terrain ; Lucia Ozorio procède autrement. Là où le chercheur classique tente de suspendre son implication, en ayant les yeux rivés sur les pauvres et la main tendue à l'Etat et au Capital comme le disait souvent René Lourau, lucia Ozorio nous averti d'entrée de jeu que sa recherche n'obéit à aucune commande ; sa recherche est une sorte d'auto-commande qui s'inscrit dans une longue recherche poursuivie depuis des années. « J 'ai commencé à travailler comme chercheuse à Mangueira en 2003 et poursuivi jusqu'à 2014 » p20. Loin de rendre compte d'une manière exhaustive, l'ouvrage sous nos yeux n'est qu'une partie infime du travail de recherche effectué avec les habitants de Mangueira. Ce travail de recherche s'inscrit également dans un long processus entamé auparavant par le travail avec la communauté du Parque Royal qui est aussi une favela.

J'ai eu l'occasion de m'exprimer sur la question des périphéries dans la préface de l'ouvrage « Penser les périphéries, une expérience Brésilienne » de Lucia Ozorio.2 Si le caractère universel de la contradiction centre-périphérie se confirme par le savoir institué qui stipule que les périphéries ne sont que des résidus de l'histoire et du progrès ; sources d'inquiétude, de violence et de pauvreté avec ses lots d'épidémies, de maladies, d'insalubrité, le savoir anti-institutionnel tente de démontrer un autre visage et une autre réalité des périphéries, les plaçant dans le cadre d'une lutte politique historique. Là où le savoir institué s'efforce d écarter et de repousser la périphéries dans les retranchements et les marges de la société Lucia Ozorio replace ces périphéries au centre de la recherche et du politique. Pour ce faire, elle a recours à la notion du bio-politique empruntée à Michel Foucault qui a consacré une majeure partie de ses travaux à ce qui est considéré comme marginal dans la société.

Les périphéries mises au sommet, l'auteur explique comment l''action et la vision des habitants sontt inscrites dans une expérience existentielle. Il ne s'agit pas d'expérience uniquement individuelle, comme peut le suggérer les histoires de vie personnelle ou biographique, mais, il s'agit bel et bien d'expérience collective vécues en commun. « Cette recherche biographique-communautaire est un moment spécial d'expémentation. Nous tous qui participons à ce processus y compris ceux qui sont biographiés partagent une communauté de destin, comme dirait Jacques Loew (1959) qui rend possible une compréhension de la condition humaine exprimée dans les narrations ». p20 . Plus loin l'auteur ajoute « Dans ce processus biographique vécu avec Mangueira, les participants vivent une sorte d'expérimentation : la communication qui peut donner des éléments à ceux qui trouvent difficiles les connexions entre les pratiques collectives et les expériences individuelles. Comme répond Michel Foucault à Ducio Trombadori, quoique l'expérience soit quelque chose que nous faisons seul, elle ne peut se faire complètement que si elle échappe à la pure subjectivité et que les autres peuvent la croiser, la transversaliser. Une particularité de ce processus à Mangueira, c'est la puissance des ressources populaires de narration de récits de vies, la matière première de ce travail. » P40.

Ce faisant, l'expérience devient collective et l'histoire en commun des acteurs donne lieu à une force de vie politique qualifiée par le chercheur de communauté de destin rassemblant chercheur avec les autre acteurs aux travers des récits de vie. Pour le lecteur français comme moi, ce fut un temps où la notion de communauté nous faisait bondir, car dans la culture républicaine jacobine la notion de communauté renvoie très souvent au communautarisme qui est un repli sur soi et sur une identité culturelle, religieuse, territoriale, ou linguistique fermée . Dans cette optique, évoquer les communautés représente un danger pour L'Etat qui ne reconnaît que les individus-citoyens, isolés les uns por rapport aux autres, parlant la même langue, ayant la même culture et habitant un même territoire et le tout sous le contrôle d'un Etat central. Ainsi les communautés subissent le pouvoir de l'institué par le biais des institutions étatiques ou subordonnées à l'Etat. Une communauté qui tente de s'affirmer ou de mettre en avant ses particularités serait «  dangereuse » par rapport à la société fermée. Sur le plan politique, cette vision fait le choux gras idéoligique de la droite et notamment de l'extrême droite en France en particulier et en europe en général.

A l'opposé de cette vision, nous pouvons considérer que Lucia Ozorio opère une rupture conceptuelle avec la vision idéologique dominante qui est un obstacle à la recherche sur la question de communauté ; en utilisant le concept de communauté dans un sens dynamique et historique. En contribuant aux différents groupes de plusieurs pays qui travaillent en commun sur la question des récits de vie en com3mun de la communauté.  « Les récits de vie communautaires sont une stratégie d'ouverture entre expérience qui aide à comprendre un commun-expérientiel-interculturel qui travaille le quotidien de Mangueira et qui traverse le processus de narration de récits de vie de3 ses habitants. Ce qui fait vraiment défaut à la pratique politique, c'est le souci du quotidien et la richesse de l'expérience qu'il porte .» P40. En effet, la communauté qui pour certains est source d'inquiétude et de danger, devient, dans ce travail de recherche un domaine de vie, de création et d'enchantement du monde . Il ouvre ainsi une perspective et des horizons de vie et de recherche loin de la vision pessimiste évoquée ci-dessus. « Le quotidien de Mangueira est le lieu politique de cette histoire, qui affirme une autre forme de temps, l'histoire du temps présent. Les habitants de Mangueira avec leurs histoire de vies construisent une histoire d'un temps, présent, ouvertà un commun comme praxis ouverte de l'existence ( M. Certeau, 1990 ; A. Negri, 2006 ; L. Ozorio ; 2008 ; 2016). » P. 40.

Par rapport au travail de recherche sur le Parque Royal, la recherche sur Mangueira introduit la notion de dispositif qui revient assez souvent dans le texte. Il est à noter que dans le cadre du groupe d'analyse institutionnelle de Paris 8, dont Lucia fait partie, nous avons consacré deux numéros de la revue Les Irraiductibles3 à la question des dispositifs. On retiendra de la recherche de Lucia Ozorio deux applications de cette notion : le dispositif comme ensemble d'éléments matériels et humains mis en œuvre par le chercheur pour mener sa recherche sur un terrain donné. Le deuxième sens étant plus global et recouvre tout ce qui est mis à la disposition par la communauté dans la bio-politique, c'est-à- dans sa réalisation existentielle.

Bien qu'elle soit doté d'un impressionnant bagage conceptuel et méthodologique, et inspiré par Georges Lapassade, avec lequel elle a eu l'occasion de travailler et qui accordait une importance particulière au travail du terrain comme source et finalité de la recherche, Lucia Ozorio aborde son terrain avec davantage de questions que de certitudes. Lors de son premier déplacement, elle est attirée par des enfants qui jouent aux cerfs-volants dans les hauteur de la favela de Mangueira ; Cette rencontre lui permet de traiter de la question de la communication et de l'ouverture de la favela sur les autres quartiers de la ville et sur le monde. Toutefois, la piste de recherche qui sera empruntée est est suggérée par Mangueira. A la question de savoir comment faire pour traiter des questions de recherche sur la favela, Celso dos Reis répond « Le monde a besoin de connaître les histoires des gens d'ici. Il y a ceux qui pensent que les seules activités à Mangueira sont le trafic de drogue et l'école de samba. Au milieu de tout ça il y a la communauté que personne ne connait. Nous allons faire des Papos de Roda. » P.57. Ainsi la voie de la recherche se précise et le dispositif des histoires de vie en commun voit le jour.

L'implication du chercheur se concrétise par son intégration dans le groupe de Papos de Roda en participant aux réunion comme membre à part entière qui participe aux discussions, enregistre les récits de vie en commun, prend des photos des acteurs de la recherche qui sont les habitants de Mangueira. « la photo revendiquée comme une alliée de leurs histoires de vie » p 77. Les lieux de rencontres sont les maisons qui deviennent, des lieux communautaire le temps de la rencontre. Cette facilité de trouver les lieux de rencontres reflète l'ouverture des habitants de Mangueira et la possibilité de mettre en commun non seulement les récits de vie , mais la vie en commun tout court. Lucia Ozorio nous dit que la maison à Mangueira est un analyseur qui renvoie à une forme d'autogestion de l'habitat, ce que confirme les récits en parlant de la construction et de l'histoire des maisons dans lesquelles se déroulent les Papos des rodas.

A la lecture des extraits de récits des histoires de vie en commun des habitants de Mangueira, on se retrouve face à un savoir communautaire, riche, ouvert, multi-référentiel, multiculturel, intergénérationnel, qu'il est difficile de reproduire dans ce bref propos. En effet ce dispositif des récits de vies en communnous révéle d'abord la diversité des histoires de chacun des participants qui sont d'origines diverses à commencer par Mama Africa d'où étaient importés des esclaves par le colon portuguais et dont beaucoup de petits enfants se retrouveront plus tard dans les favelas. Il ne s'agit pas seulement d'un déplacement d'êtres humains, mais aussi de modes d'existence et de cultures : La samba est l'exemple le plus connu provenant de L'Afrique, mais on oublie souvent d'autres pratques, religieuses, médicales, culinaires etc. Cette mémoire riche est réssucitée par les récits de vie en commun des participants aux Papos de Roda. D'autres y évoquent leurs origines de différentes régions de Brésil qui ne sont pas moins riches en matière culturelle et artistique. Ce magma d'appartenances et de références historiques, cette diversité crée entre les habitants une richesse culturelle inestimable à leurs yeux. La musique, la danse, la poésie et autres expressions artistiques créent des liens d'amour et de solidarité entre les habitants de Mangueira donnant à leur vie quotidienne une force de vie, d'amour et d'espérance dans leur capacité de créer une vie commune loin des clichés du savoir institué sur les favelas.

Cet ouvrage de Lucia Ozorio ne se contente pas de relater la bio -politique de Mangueira, mais ouvre perspectives de recherche dans le monde sur les questions de récits de vie en commun et des communautées. 

 Benyounès Bellagnech

 

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1Lucia Ozorio, La favela de mangueira et ses histoires de vies en commun, Travailler avec les périphéries, Ed ; L'Harmattan, Coll. Histoire de vie et formation , Paris, 2016

2Lucia Ozorio, Penser les périphéries, une expérience brézilienne, Pour un nouveau type de poliique publique de construction du commun, ED. L'Harmattan, Coll. Recherches Amériques Latines, Paris, 2014

3Les IrrAIductibles n°6, Des dispositifs I, Les IrrAIductibles n°7, Des dispositifs II, 2004, 2005.

 

 

 

 

 

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6 juin 2018 3 06 /06 /juin /2018 09:48

De la démocratisation de l’État et la société à leur makhzenisation

 

Au sortir d'une des crises les plus importantes qu'a connu la monarchie au Maroc au milieu des années soixante dix, après deux coups d’État et une révolution armée au moyen atlas, le roi Hassan 2 a recours à ses deux méthodes habituelles pour sortir de la crise :

Tout d'abord, la méthode répressive, forte qui se solde par des assassinats des militaires et des civils -la mise en place du bagne de Tazmamart et la réactivation du bagne de kalaât magouna-, des arrestations massives dans les milieux de la jeunesse, l'interdiction de L'UNEM (Union nationale des étudiants du Maroc) et l'arrestation de sa direction, des procès expéditifs et la distribution de milliers d'années d'emprisonnement à l'encontre des opposants de tous bords, sans parler d'interdiction des organes et des journaux de l'opposition. De 1970 à 1974, ce sont les années sombres du règne du despote qui s'ajoutent à une histoire meurtrière déjà chargée par les massacres de 1958-59 au Rif, le début des années années soixante et la boucherie du 23 mars à Casablanca en 1965.

 

La deuxième méthode dans laquelle il excelle aussi bien, consiste à tendre la carotte aux opposants sans pour autant les laisser croquer dedans. En effet, cette fois-ci la manœuvre est d'une grande envergure. Il joue sur la fibre nationaliste, pose la question du Sahara et de l'unité territoriale sur la table et promet des réformes avec des élections. La question du Sahara va devenir aux yeux de tous une affaire sacrée pour tout le monde, aucune voix, même qui ose s'interroger sur la manière de récupérer cette terre sous occupation espagnole, n'est tolérée. C'est une affaire dirigée par le roi et personne n'a le droit de dire quoique ce soit. Le roi impose sa méthode à travers une propagande accrue pour la marche verte présentée comme une marche de libération, mais à laquelle les marocains sont très souvent engagés de force par les services de l’État makhzenien.(Ces services sont venus chercher mon père et lui ont imposé de venir avec son camion pour transporter les manifestants aux portes du Sahara. Se méfiant du Makhzen, il n'avait aucune envie de participer à la manœuvre, mais ils l'ont forcé à le faire en menaçant de lui réquisitionner son véhicule. Mon père n'a jamais cru à la marocainité du Sahara et il a toujours soutenu le Polisario). Malheureusement l'histoire ne gardera que ce que la propagande a laissé passer en termes d'images et de discours télévisés. L'orchestration atteint ses limites lorsqu'il est demandé aux pauvres participants de s'arrêter aux portes du Sahara pour montrer au monde que la marche verte est pacifique et qu'elle a atteint son objectif en « obligeant » l'occupant espagnole à négocier. Pendant ce temps les forces armées royales étaient déjà positionnées sur le territoire sahraoui et s'étaient d'ores et déjà livrées aux massacres des populations sensées soutenir le Front Polisario qui menait une guerria contre l'Espagne et qui commençait à gagner du terrain.

 

Question à deux balles : Qui a libéré le Sahara ? Réponse: C'est le roi Hassan2 et comment par la marche verte ! Pendant quarante ans, cette affaire du Sahara a connu bien des rebondissements à commencer par le partage du territoire avec le voisin du sud La Mauritanie, laquelle s'est retirée par la suite du territoire sous les coups du Polisario et sous la pression internationale. Le Maroc récupère cette partie rétrocédée à la Mauritanie et érige un mur sur les deux tiers du territoire. Toutefois, le Front Polisario annonce la création de la République sahraoui et mène une offensive militaire et diplomatique qui met en échec la monarchie marocaine notamment sur le plan diplomatique. Les instances internationales conformément au droit international ne parlent que d'une affaire de décolonisation et du droit du peuple sahraoui à l'autodétermination. Bref, quarante ans de manœuvres, de propagande et des budgets colossaux de guerre (ayant fait des milliers de morts parmi les soldats et les civils) pour en arriver à ce résultat, c'est-à-dire au point de départ. On a l'impression que c'est une cause crée de toutes pièces pour d'une part occuper la scène politique intérieure et d'autre part imposer la domination absolue sur les affaires du pays et sur ses ressources.

Par ailleurs, tout en maintenant la méthode répressive, le monarque ouvre une marge démocratique à l’opposition au nom de l'unité nationale afin de libérer le Sahara et d'achever l'intégrité territoriale. Pendant ce temps, l'opposition très affaiblie par les coups encaissés revoie ses positions politiques et idéologiques en abandonnant la ligne d'affrontement avec le Makhzen et en adoptant l'option du changement par la voie démocratique. L'UNFP (Union nationale des forces populaires) étant la force la plus importante de l’opposition, change de nom et devient L'union socialiste des forces populaires (USFP). Au congrès extraordinaire de 1975, L'USFP annonce sa nouvelle ligne idéologique et politique. Le Parti rejoint officiellement le consensus imposé par la monarchie sur le Sahara et sur l'ouverture d'une marge démocratique dans le cadre de la monarchie absolue. Le Parti communiste, qui avait déjà, après l'indépendance, changé de nom pour devenir Le Parti de Libération et du Socialisme PLS, change encore une fois de nom et devient Le parti du progrès et du socialisme, saute sur l'occasion pour rejoindre le dit consensus national.

 

La gauche marxiste léniniste, qui a vu le jour en 1970, Très présente dans le milieu étudiant et intellectuel, travaille dans la clandestinité et ne réussit pas à rassembler ses rangs dans une seule organisation. Ce mouvement a eu la part la plus importante des coups du Makhzen, qui s'est traduit dès le début par des arrestations massives dans ses rangs Jusqu'à la fin des années soixante dix. Les arrestations atteignent autant la direction de ce mouvement que les militants de base ainsi que les sympathisants. Le fait d'avoir un seul tract ou livre faisant référence au marxisme suffit pour être arrêté, torturé et jugé dans des procès expéditifs. Les directions des deux tendances de cette gauche radicale dont une partie se trouve en prison et une autre se trouvant en exil, tentent une seconde fois un dialogue pour unir leurs rangs, mais la question du Sahara les oppose. Ainsi la branche Ila lamam (En avant) reste attaché au principe d'autodétermination du peuple sahraoui tandis que le 23 mars adopte la thèse de l'intégrité territoriale, bref la position sur laquelle il y a une sorte de consensus entre les forces de l'opposition et le Makhzen.

 

A l'instar de l'USFP, le 23 mars se livre à une sorte de révision idéologique et politique et adopte la voie démocratique pour le changement sous la surveillance du Makhzen qui garde toutes les cartes en main, la carte de la répression, de la détention des militants en prison et des marges démocratiques qui se traduisent par des élections dirigées et surveillées de très près afin d'avoir un paysage politique qui convient au Makhzen qui est le maître du jeu. Les marges démocratiques permettent une « respiration » intellectuelle qui se traduit par la publication de revues diverses et du Journal Anoual entre autres. La monarchie makhzenienne réussit à maîtriser la marge dite démocratique, sans permettre aucune contestation partisane ou populaire. La répression de 1981 et de 1984 sont la démonstration par les faits que le maître des rapports de forces dans la politique marocaine est bel et bien la monarchie makhzenienne absolue. A travers cette répression massive, le pouvoir renvoie pour la énième fois un message clair, consistant à réaffirmer qu'il y a des lignes rouges à cette marge démocratique, sous surveillance, qu'il ne faut pas essayer de franchir. L'arrestation de Abderrahim Boubid et de Noubir Al Amaoui, successivement le secrétaire général de L'USFP et le secrétaire général de la CDT (confédération démocratique du travail) est le message par les faits que le roi ne tolère aucune contestation ni aucune critique de sa politique, y compris de ses proches et encore moins venant des rangs de l’opposition. En réprimant durement toutes les contestations, le Makhzen donne l'impression qu'il ferme toutes les portes au dialogue et à la réconciliation. Ce n'est évidemment pas le cas, car cette fois-ci pour son image notamment à l'étranger, il n'interdit pas les journaux ni les Partis politiques, il use de ses manœuvres pour montrer qu'il ne renonce pas au « processus démocratique »et que le pays sera gouverné par le ou les Partis politiques majoritaires dans le pays à l'issue des élections, les élections dont les résultats sont connus d'avance, avant même le scrutin, dans les bureaux du ministère de l'intérieur.

 

C'est dans ce contexte que le 23 mars sort de la clandestinité, change de nom et devient l'OADP (Organisation d'action démocratique populaire), organise son premier congrès qui entérine son programme avec le slogan pour la démocratisation de l’État et de la société. Il est à noter que ce slogan-programme ne diffère pas beaucoup de ceux du reste de l’opposition, je parle de L'USFP, du PPS et même du Parti de l'Istiklal. Ces quatre Partis qui vont constituer La Koutla une sorte de rassemblement national pour peser dans les négociations avec le Makhzen.

Les échéances électorales se suivent et se ressemblent, la carte et les résultats des élections se décident dans les bureaux du Makhzen qui mène le jeu politique à sa guise tout en donnant la pression que le Maroc est entré dans l'ère démocratique sous l'égide de la monarchie. Toutefois le pays enregistre un retard flagrant sur le plan économique et social, à tel point que Hassan 2 avant sa mort déclare que le Maroc est sur le point d'avoir une crise cardiaque. Il tente encore un coup en faisant appel à Abderrahmane El Youssfi, en tant que chef de l’opposition, afin de garantir le pérennité de la monarchie, tout en donnant des gages sur la possibilité d'avoir des gouvernements d'alternance issue des élections transparentes. L'opposition qui n'attendait que l'occasion pour se placer dans l'échiquier politique et profiter des mannes du Makhzen pour des postes ministériels ou des sièges dans le parlement ou encore des postes dans différentes administrations.

 

Abderrahmane El Youssfi est désigné Premier ministre dans un gouvernement dit d'alternance et le processus du Makhzenisation s’accélère pour montrer une nouvelle image de la monarchie, rajeunie par l'arrivée de Mohamed 6, appelé le roi des pauvres. Le nouveau slogan est vite trouvé, il faut tourner la page des années de plomb en ouvrant la porte à la réconciliation entre les bourreaux et les victimes, en reconnaissant les associations des droits de l'homme et en créant des instances officielles telles que l'instance du conseil consultatif des droits de l'homme, le ministère chargé des droits de l'homme, l'indemnisation de certaines victimes des années de plomb. Beaucoup parmi les anciens opposants trouvent leur compte en acceptant d'une part les postes et les indemnisations octroyés à juste titre et mérités. Une minorité, notamment les prisonniers du bagne de Tazmamart et les familles des disparus, demandent d'aller plus loin dans le procès des années de plomb en jugeant les responsables sur les exactions commises tout au long de cette période.

 

Vu de loin, le Maroc donne l'impression qu'il rentre, en ce début de millénaire, dans une ère nouvelle de liberté garantie, des droits de l'homme respectés, et d'une marche vers le développement assurée. La révolte du 20 février 2011 intervient comme un analyseur d'une situation autre assez complexe sur le plan économique et social et même en matière des droits sociaux et humains. Coup de théâtre qui ne diffère guerre des méthodes de l'air Hassan2, davantage de makhzenisation de la monarchie absolue et ouverture des marges politiques sur des forces de réserves nées dans le giron du Makhzen. L'opposition de la gauche est dominée et affaiblie par l'usure au sein du gouvernement et des instances dites de société civiles loin des masses populaires qu'elle est censée défendre. La monarchie prend les devants, impose une nouvelle constitution, par le biais de laquelle elle garde tous les pouvoirs, et reprend les choses en main après avoir donné l'impression qu'elle laisse la démocratie suivre sa voie. Ce nouveau-ancien processus démocratique accouche deux partis majoritaires nés du ventre du Makhzen Le PJD, Parti de la justice et de développement, islamiste modéré, fabriqué et encouragé par le Makhzen depuis les années 70, et le PAM, Parti de l'authenticité et de la modernité fabriqué par des proches de palais et qui a recruté dans les rangs de la droite et de la gauche. Les affaires reviennent au PJD, il est au gouvernement et le PAM lui occupe la place de l'opposition en attendant son tour pour le prochain épisode. Les partis traditionnels de la gauche sont à la traîne et suivent le « gagnant » du jeu démocratique c'est-à-dire le Makhzen. La gauche radicale qui accepte de jouer le jeu reste minoritaire et sans influence.

 

La makhzanisation que j'évoque dans ce propos est une stratégie longue et complexe, elle concerne aussi bien les Partis politiques, que les syndicats, que les associations, que les secteurs stratégiques de l'économie, de l'administration et de la société. En face, le projet ou le rêve de la démocratisation de l’État et de la société, auquel nous avons cru, s'est vu absorbé par le Makhzen qu'il l'a bien utilisé pour imposer sa domination sur l’État et la société. Le mouvement social populaire que connaît le Maroc depuis octobre 2016 et a sa tête Le hirak du Rif, est l'analyseur d'une situation qui échappe au processus décrit ci-dessus et pose sur la table les vraies questions de L’État et la société qui avaient échappé à notre analyse tout au long de la période qui remonte au début de l'indépendance jusqu'à aujourd'hui.

 

Pour conclure ce propos, je cite un cas de la gauche radicale que je connaisse le mieux et au sein duquel j'ai milité depuis les années 70, il s'agit du 23 Mars, qui est devenu L'OADP, Parti usé de l'intérieur (des membres de sa direction participent au gouvernement, d'autres se font décorés par Hassan2 ou par Mohamed6, d'autres encore sautent sur des postes offerts par le Makhzen) afin d'intégrer totalement les thèses du Makhzen et qui s'est scindé en deux à la fin des années 90, le Parti socialiste démocratique qui rejoint par la suite l'USFP et une autre partie qui a moins bénéficié des mannes du Makhzen et qui a fondé Le Parti socialiste unifié qui tente depuis sa création de fonder une gauche unifié de l'opposition, enfermée dans la stratégie illusoire d'une monarchie parlementaire.

Benyounès Bellagnech 

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30 mai 2018 3 30 /05 /mai /2018 09:55

Le journal et la contextualisation

 

 

 

Bonjour,

Je me permets cette intrusion dans cette période où vous êtes en pleine préparation des cours à valider. Je tiens juste à rappeler que il ne s'agit que d'une contribution à un débat que nous menons et qui peut se poursuivre par la suite. Mes textes seront mis sur le blog. Le débat pourrait se poursuivre pour celles et eux qui seraient intéressés à le poursuivre.

 

Le journal est un exercice individuel et subjectif d'écriture. Il permet de décrire au jour le jour les faits et gestes, les sentiments et les idées du diariste. La pratique du journal s'est développée pour atteindre des champs de savoirs telle que la lecture et la recherche, la formation, les métiers divers, bref il peut concerner les différents domines de la vie. Son caractère globalisant ne lui enlève pas son fondement et sa réalisation par une seule personne - ou plusieurs personnes, lorsqu'il s'agit de journal à plusieurs mains et cela existe – toutefois il n'en demeure pas moins qu'il reste un travail qui met en scène l'humain par le biais d'une écriture spontanée.

Le je et le moi reviennent sans cesse dans l'écriture diaristique ce qui est tout à fait normal car le diariste s'affranchit de toutes les barrières instituées et jouit d'une liberté totale, étant donné qu'il écrit d'abord pour lui-même avant de passer à l'étape suivante, pour certains, qui consiste à rendre public ses écrits. Le je et le moi sont en jeu pour décrire sa vie et son petit monde moléculaire. Les conditions de vie des diaristes sont diverses et variés bien qu'elles gardent quelques points communs de nature basiques et humaines tels que le sommeil, la nourriture ou les repas, les déplacements ou les voyages, la vie solitaire ou en groupes familiale ou professionnel ou de loisirs, etc. Ces points communs décrits sommairement reviennent très souvent dans les journaux. Il en découle une certaine routine ou monotonie dans l'espace-temps du diariste. Ce fait est parfois à la limite du supportable pour celui qui écrit le journal, ce qui le pousse à douter de l'intérêt d'écrire le journal. Ce doute pourrait être salvateur lorsqu'il l'aide à s'interroger sur sa pratique du journal et envisager de la développer, mais pour celui qui ne doute pas ou ne se pose pas de question, il sombre dans ce que j'ose appeler le narcissisme exacerbé. La pratique du journal sur le long terme ne permet pas seulement de développer une approche de soi et de son entourage mais elle permet aussi le développement de cette tendance très subjective et parfois dévastatrice des relations sociales, car l'individu dans ce cas, certainement très rare, ne voit le monde et ce qui l'entoure qu'à travers un ego surestimé et donc destructeur de l'autre et de la réalité. Il en découle une incapacité d'être, de vie dans le cadre d'un groupe social de quelque nature que ce soit, car le groupe n'est pas seulement la somme d'individus mais il est aussi un équilibre stable ou non des tendances affectives, agressives, dans les quelles l'individu essaie de trouver place, sa place sans exclure les autres.Le narcissisme que peut développer le diariste, lorsqu'il reste supportable par soi-même et par les autres, reste un objectif à atteindre souhaitable, car il aide la personne à affronter la vie en la vivant et en la décrivant sans chercher à la dominer totalement car on sait, par expérience historique, où cela nous emmène.

Que faire pour éviter la dérive narcissique dominante ? Si le journal reste une technique et un outil efficace de la formation, il peut être considéré comme une arme de dissuasion contre les dérives de toutes sortes. C'est pour cette raison que je souhaite introduire la contextualisation dans le débat sur le journal. Lorsque j'écris au jour le jour, je constate que je me répète en essayant d'être le plus précis possible sur ce que je sens, ce que je vois et ce que j'entends et même parfois sur ce que je lis. Ce travail demande du temps et une concentration sur l'idée ou le sujet. Chemin faisant je me rends compte que ce que j'écris ne rend pas du tout compte du contexte si j'exclue la date du début du journal, mais la date en soi ne donne pas autant d'informations sur la journée, elle reste un signe isolée. Idem pour la lecture, si je ne réponds pas à plusieurs questions sur ma lecture, mon écrit devient sans intérêt car il ne fait que répéter la quatrième de la couverture du livre ou un résumé. Tandis que si je réponds à la question pourquoi je lis ce livre, pourquoi cet auteur et en quoi ce qu'il écrit m'intéresse ou ne m'intéresse pas, dans quelles conditions historique cet ouvrage a été écrit, bref son contexte et le mien, à ce moment là j'aurai réussi à contextualiser mon journal de lecture.

Lorsque je relis mon journal, je constate une grande différence entre un texte contextualisé et le texte qui ne l'est pas. Le premier me fait revire un moment comme un film historique vécu , tandis-que le second me renvoie à peine une petite image de mon pauvre moi qui ne fait que passer par ce jour x. Et si mon journal en entier se limite à mon moi il n'aurait aucun intérêt ni pour moi ni pour la communauté.

La contextualisation de nos écrits au jour le jour demeure un moyen d'élever l'écriture diaristique à un niveau qui rend compte d'une manière globale du moment et de l'histoire que nous traversons.

 

Benyounès Bellagnech

 

 

 

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27 mai 2018 7 27 /05 /mai /2018 11:41
Le journal, outil d'auto-analyse
 
 
Bonjour Houria, Helene, Marion, Amandine, Marion, Rabiha, Priscilia, Tiffany, Fatima, Brice, Emilie, Nathalie, Géraldine, Elodie et à tous ceux et celles qui suivent le débat sur ce forum.
 
Avant de vous lire, j'entame une réflexion sur le journal comme outil d'auto-analyse. J'avais déjà constaté que l'entrée dans la pratique diaire est bien entamée pour vous en premier semestre. Le forum des diaristes intervient au deuxième semestre pour approfondir la réflexion sur l'écriture du journal et sur la théorie du journal en générale.
La question de l'humain a toujours fait l'objet d'approches diverses dans les croyances, les religions, la philosophie, avant les sciences dites pures ou les sciences humaines et sociales et en particulier la psychologie. Ces différentes approches ont recours à des méthodes différentes pour étudier l'humain. La psychanalyse est la discipline qui va introduire ce terme d'analyse, dont les origines scientifiques ne font pas de doutes, bien que dans la pratique de ce courant de psychologie, il reste encore des questions et des débats en cours voire des critiques qui méritent notre attention.
Ce qui m'intéresse dans cette introduction c'est le terme analyse, notion que l'on retrouve aussi en analyse institutionnelle que je ne vais pas aborder dans ce propos. Certains parlent de l'analyse de soi. Je réfute cette idée, car elle suppose que L'homme peut se détacher de soi même pour s'analyser. C'est une tentative du positivisme qui signifie dans le cas présent que l'on peut poser soi-même comme objet d'analyse ou d'étude. Je ne vais pas aller plus loin dans ce débat épistémologique, car ce n'est pas l'objet de mon propos.
De la pratique du journal on peut tirer plusieurs leçons sur le plan de travail, d'apprentissage, de formation, d'acquisition du savoir… on évoque rarement ou pas du tout cette dimension psychologique (la preuve que le journal intime est resté marginalisé ou très peu étudié notamment par les historiens lorsqu'il s'agit de la guerre par exemple). Il s'agit pour moi d'ajouter cette dimension au journal, conclusion de plusieurs années de pratique du journal.
En écrivant le journal au jour le jour, je décris ma vie, mes sentiments, mes lectures mes découvertes, mes échecs, mes réussites, mes déceptions, mes relations, mes actions, ce qui se passe autour de moi, mes réactions aux événements ou aux informations sur ces événements, etc, mais lorsque, après coup, je commence à m'interroger sur tout cela, sur le pourquoi et le comment, j'entame une analyse. En m'interrogeant sur l'écrit d'abord, ensuite je m'interroge sur l'auteur de cette écriture qui est moi-même, je m'analyse donc moi-même, c'est pourquoi j'appelle cela de l'auto-analyse. Le journal permet un recul par rapport aux faits, actions, et comportements, et ce afin de corriger ce qui ne va pas, d'améliorer ce qui ne va pas bien, d'une manière concrète pour soi-même et sans intervention de quelqu'un d'autre comme c'est le cas en psychanalyse. L'auto-analyse se fait par le biais du journal.
Je m'excuse pour la longueur du propos, mais je tenais à le livrer comme il vient avec l'espoir d'élargir le débat sur cette question et de la développer par d'autres.
Par ailleurs, je lis avec beaucoup d'intérêt ce que les étudiants écrivent sur le journal et je préfère ne pas trop intervenir dans votre discussion pour éviter la directivité, qui est comme vous le savez certainement , la bête noire de la pédagogie institutionnelle. Néanmoins, et pour encourager ceux ou celles qui hésitent encore à prendre leur liberté dans l'écriture du journal, je précise que l'écriture du journal doit être libre. Je dis cela à Brice qui dit avoir eu l'impression qu'on lui a imposé l'écriture du journal sous telle ou telle forme. Je ne crois pas à cela. J'ai évoqué précédemment le désir d'écrire qui doit être respecté et aussi le non désir que j'ai qualifié d'un moment dans la vie qui doit aussi être pris en considération.
Quant à la fréquence de l'écriture évoquée par Emilie, je parle de mon expérience qui se poursuit d'ailleurs, je ne sens aucun manque ni gêne lorsque je n'écris pas le journal pour une raison ou une autre. Bien que l'écriture du journal paraît facile, elle demande un dispositif, du temps, et lorsque ces conditions plus la volonté ne sont pas réunies, on n'écrit pas. Ce sera une partie remise et il ne faut surtout pas culpabiliser ce manque d'écriture du journal. A ce propos, l'un d'entre vous a évoqué d'autres supports de journaux qui sont aussi intéressants que le journal, je songe à la photo, la vidéo, le dessin..., ma fille écrit ses journaux sous forme de dessins ou peinture et je les trouve très expressifs, parfois mieux que certains journaux que je qualifie de vrai-faux journaux. Je lis les journaux des artistes et ils m'apportent beaucoup.
Avant de clore cette intervention, je dois juste rappeler que notre débat et les sujets évoqués ne devraient, en aucun cas, être considérés comme imposés. Il est préférable que chacun de nous se sente libre de traiter les sujets ou les questions qui le concerne ou le préoccupe. Je rappelle cela pour éviter tout malentendu. Si j'ai évoqué au début des questions sur les réseaux sociaux ou d'autres sujets, je n'ai fait que rappeler des pistes de réflexions. Je sais que vous êtes occupés par d'autres matières et d'autres devoirs qu'il faut valider et je vous souhaite bon courage.
Je reste à votre disposition en dehors de ce cours avant et après. Vous pouvez me contacter sur :
Benyounès Bellagnech
 
 
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